Crescimento de fusões e aquisições aquecem mercado de Consultoria
Três das principais empresas de consultoria e Auditoria presentes no país esperam crescimento na demanda por serviços ligados a processos de fusões, aquisições e abertura de capital no Brasil em 2010, que estava estagnada por conta dos cortes de investimentos decorrentes da crise financeira.
Henrique Luz, sócio e membro do comitê executivo da PricewaterhouseCoopers, afirma que a empresa chegou a atuar com 30% da capacidade neste segmento no início de 2009.
Hoje o percentual chega a cerca de 70% e a expectativa é que não pare de crescer, fato que ajudará a companhia a atingir a meta de faturamento para o ano que vem: R$ 930 milhões. Em 2009, o número esperado é de R$ 770 milhões.
Com o reaquecimento do mercado, a área de consultoria em geral terá crescimento de 25% em 2010 na PricewaterhouseCoopers, segundo Luz.
Os segmentos de saúde e telecomunicação serão os mais aquecidos, ainda de acordo com o sócio.
Na Deloitte a expectativa também é de crescimento na área de serviços voltados para movimentos de mercado como fusões, aquisições e aberturas de capital.
"No Brasil houve um movimento forte nessa área entre 2006 e 2007. Em 2008 e 2009 isso foi desacelerado, mas isso está sendo retomado", diz Luís Costa, sócio da companhia e responsável pelo segmento de empresas emergentes.
A aposta da Deloitte é nas pequenas e médias empresas, que hoje são responsáveis por 40% do faturamento. A meta é que, em cinco anos, esse percentual suba para 50%.
As companhias desse porte estão olhando muito para o mercado internacional, segundo Costa, o que também gera grande demanda da área de consultoria.
A Trevisan também acredita que as fusões, aquisições e aberturas de capital vão acontecer com mais frequência e aquecer o mercado de consultoria.
"Os fundos de investimentos estão com apetite voraz para compras. A área de saúde, principalmente os laboratórios, devem se beneficiar disso", analisa Edison Cunha, diretor de operações da Trevisan Consultoria.
Cunha acrescenta que 2009 foi um ano atípico, em que a empresa praticamente não apresentou crescimento na área de consultoria, mas que em 2010 o crescimento de 20% a 30% que vinha sendo alcançado nos anos anteriores deve ser superado.
Uma pesquisa da KPMG divulgada em setembro mostrou que o número de transações de fusões e aquisições no terceiro trimestre do ano registrou uma alta de 21% em relação ao trimestre anterior.
Foram 117 operações de julho a setembro, contra 97 de abril a junho. Este é, por enquanto, o melhor trimestre de 2009.
A tendência de queda no número de transações vinha desde o último trimestre de 2008 por causa dos reflexos da crise no mercado de crédito e do ambiente de incerteza, sendo que no segundo trimestre deste ano atingiu o patamar mais baixo.
Fonte: Brasil Econômico – 20.9.2009 |